Tava fechada pra balanço
Quando vc chegou pra me balançar
Me acalantar, me esquentar, me embalar, me embolar
Como brasa que atravessa o peito e sai pela cabeça
Vibro dos pés aos fios dos cachos, sem embaraços
Eletrizada como água viva
Bonita e perigosamente inflamável
Violentamente pacífica, indico
Em conexão andrômeda se faz presente
Um curumim traçado de palha, ouro e ventania
Sopra manifestos que tangenciam corpos vivos
Penetram corações em métricas, rimas e repiques
Cada sílaba flecha transforma luto em luta
Feminina mandinga que rasteja nosso sexo
Desperta cura a cada respiração, desconecto
Pulsa tecidos, órgãos, histórias, repertórios
Paredes construções, prédios ilusões
Como mantra preliminar: se a classe operária tudo produz,
pau no cú da burguesia!
Como prato principal: amor, alimento que cresce
Tesão é adimiração
21/11/2018
terça-feira, 27 de novembro de 2018
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Ninho
Quando as folhas caem
É hora de primavera sorrir novamente
Aconchego também é vôo
Carências
Caminhos
Carinhos
Trajetos
Coragem para abrir as asas
Morada é movimento(?)
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Rio vermelho pede passagem
Um dia nos ensinaram que menstruação é sujeira
Quando escorre as vestes que nos impuseram
Até gera vergonha alheia
Não suja! Mela e embeleza
Enalteço sangue de rainhas
Geram é humanidade!
Fecunda nações
Útero descama memória de todas
Que vieram antes de nós
Essas dores em teu ventre
São aclamações, minhas irmãs
Que um dia nosso poder de cura
Retorne da onde nunca deveria ter saído
Renascemos em ciclos
Entre os abortos clandestinos
E aqueles inevitáveis do destino
O medo de morrer
Que se dilua todos os resquícios
Daqueles que invadiram teu corpo
Sem amor ę autorização
Lágrimas descem pelos meus olhos
Entre minhas pernas
Quando escorre as vestes que nos impuseram
Até gera vergonha alheia
Não suja! Mela e embeleza
Enalteço sangue de rainhas
Geram é humanidade!
Fecunda nações
Útero descama memória de todas
Que vieram antes de nós
Essas dores em teu ventre
São aclamações, minhas irmãs
Que um dia nosso poder de cura
Retorne da onde nunca deveria ter saído
Renascemos em ciclos
Entre os abortos clandestinos
E aqueles inevitáveis do destino
O medo de morrer
Que se dilua todos os resquícios
Daqueles que invadiram teu corpo
Sem amor ę autorização
Lágrimas descem pelos meus olhos
Entre minhas pernas
Morada
A casa que hábito se encontra por vezes abandonada
Convidei minha carcaça a rodopiar pra esquecer das paredes inconvenientes e manchadas de falsas palavras e egos inflamados
Ditas por mim e por eles
Talvez eu jamais tenha amado enquanto penetrava silêncios histéricos de homens que não aprenderam a gemer com coração
Sempre desconfiei desses
Nunca me apaixonei por
aqueles que não olhavam minhas retinas nuas
Deixei todos irem,
sem raiva, sem mágoa
Talvez eu tenha amado demais ou
queira sem querer o que nem existe
Querendo me querer com orgasmos incessantementes
dançantes, amalgadores
brilhosos
Como a brecha que escapa da janela semiaberta
Mania de querer inteireza nos detalhes e nas contradições de existir
Minha morada não é estática
Porque nasci para bailar
E no meu balanço só vem
quem tem carinho para dá
Convidei minha carcaça a rodopiar pra esquecer das paredes inconvenientes e manchadas de falsas palavras e egos inflamados
Ditas por mim e por eles
Talvez eu jamais tenha amado enquanto penetrava silêncios histéricos de homens que não aprenderam a gemer com coração
Sempre desconfiei desses
Nunca me apaixonei por
aqueles que não olhavam minhas retinas nuas
Deixei todos irem,
sem raiva, sem mágoa
Talvez eu tenha amado demais ou
queira sem querer o que nem existe
Querendo me querer com orgasmos incessantementes
dançantes, amalgadores
brilhosos
Como a brecha que escapa da janela semiaberta
Mania de querer inteireza nos detalhes e nas contradições de existir
Minha morada não é estática
Porque nasci para bailar
E no meu balanço só vem
quem tem carinho para dá
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Pode vim
Mas vem atento
Não às frases que podem ser ensaiadas
Nem narrativas que se vestem do que já foi
Venha cru
Despido
Gaguejando
Sem perfume de vitrine
Sem cerveja
Sem canudo
Bebe!
Bebe e tenta descobrir o gosto
Em goles tomados de lábios pequenos e grandes
Impregne todas as papilas
Choque de sinapses em mil neurônios
Chegue ao estômago
Que alimente
Memórias, clichês e anseios
Aqueça-os, devaneios
Não projeta sobre a minha pele
Morada vazia
Não importa por quantos dias
Sistema nervoso periférico lhe envia sinais
Não tem controle que cesse harmonia orgânica
A gente inventou tudo...
Gozei tentando não fechar os olhos só pra enxergar
sua pupila e os desenhos que se formavam no escuro
Não quero sua alma tranquila
Quero respirar suas contradições
Sugar seus medos segurando forte
No vai e vem com as duas mãos
Chega atento ao menino que mora lá
E te convida a esquecer do relógio
Deixa ele te convencer que o ralado no joelho
Vale a pena quando se pode
Voltar a brincar de sentir com o corpo todo
Se for assim,
Pode vim
Mas vem atento
Não às frases que podem ser ensaiadas
Nem narrativas que se vestem do que já foi
Venha cru
Despido
Gaguejando
Sem perfume de vitrine
Sem cerveja
Sem canudo
Bebe!
Bebe e tenta descobrir o gosto
Em goles tomados de lábios pequenos e grandes
Impregne todas as papilas
Choque de sinapses em mil neurônios
Chegue ao estômago
Que alimente
Memórias, clichês e anseios
Aqueça-os, devaneios
Não projeta sobre a minha pele
Morada vazia
Não importa por quantos dias
Sistema nervoso periférico lhe envia sinais
Não tem controle que cesse harmonia orgânica
A gente inventou tudo...
Gozei tentando não fechar os olhos só pra enxergar
sua pupila e os desenhos que se formavam no escuro
Não quero sua alma tranquila
Quero respirar suas contradições
Sugar seus medos segurando forte
No vai e vem com as duas mãos
Chega atento ao menino que mora lá
E te convida a esquecer do relógio
Deixa ele te convencer que o ralado no joelho
Vale a pena quando se pode
Voltar a brincar de sentir com o corpo todo
Se for assim,
Pode vim
domingo, 8 de julho de 2018
Seus
Entrarei pela frente
Pelo ar
Pelos poros
Pelos átomos
Sucumbirei teus muros
Arrogantes e solitários
Treparei sem medo
No resto de vida
Tuas fechaduras são
Fragilidades não cuidadas
Limites seus!
Pelo ar
Pelos poros
Pelos átomos
Sucumbirei teus muros
Arrogantes e solitários
Treparei sem medo
No resto de vida
Tuas fechaduras são
Fragilidades não cuidadas
Limites seus!
D2
Moço bonito
Solto da frio por debaixo do umbigo
Embalo meu côco
Tamanco, tremilico
Na roda da minha saia
Embolo um ponto de jongo
Não me omito
Deixa de xaxo
Que no xamego do meu cabelo enrolado
Te afago
Faço seu xaxado
Num abraço arrochado
Virar baião de dois
Mexe comigo
Que eu mexo com vc
Mexo com vc
Mexo com vc...
Solto da frio por debaixo do umbigo
Embalo meu côco
Tamanco, tremilico
Na roda da minha saia
Embolo um ponto de jongo
Não me omito
Deixa de xaxo
Que no xamego do meu cabelo enrolado
Te afago
Faço seu xaxado
Num abraço arrochado
Virar baião de dois
Mexe comigo
Que eu mexo com vc
Mexo com vc
Mexo com vc...
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