sábado, 3 de julho de 2010

Uma noite, uma visita

Numa noite chuvosa um anjo veio me visitar. Tocava um profundo mantra para não me assustar. Anjo veio me ninar. Anjo era mistura de todas as pequenas características das quais me confortavam no meu pai e no meu irmão, na minha irmã e na minha mãe, na minha amiga e no meu amigo. Anjo era novo e sorria. Anjo não tava sozinho a observar. Havia outro, o do meio, que massageava meus pés cansados. E ainda existia o mais velho que tocou meu rosto com suas mãos e sem querer me fez despertar. Antes estava eu num estágio de sonho vivo, quando não sabia se o sonho sentido era realidade ou sonho sonhado. Como quem em sintonia perfeita, abri os olhos. O anjo deixou seu aroma que era doce e suave a exalar no meu quarto todo. Deixou também claro mesmo ainda sem o sol nascer. Ele não disse, mas eu ouvi, eu não o vi, mas o percebi. Mandou-me uma mensagem de conforto sem palavras. Deixou-me na realidade do dia e disse que está e estão comigo a me olhar em qualquer noite, em qualquer lugar. Que o meu descanso seja sempre observado pelos anjos que me conduzem todos os dias claros ou escuros. Vivo numa linha tênue entre o real e os sonhos vividos. Anjos me guiam e me visitam a noite. Dizem também: Um dia irá voar, você pode voar.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Luminosa felicidade

Escorre dos meus olhos

Invade minha boca

Corpo nú de brilho

Alma vestida de mundo

sábado, 12 de junho de 2010

Minha sanidade

Meus sonhos
Minha sensatez

Meus sorrisos
Minha sinceridade

Meus sapatos
Minha sagacidade

Meus sinais

Minha sintônia
Meus segredos

minha meu seu
dela teu dele
nosso vosso deles

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Acabei de te olhar, de longe
Estava com uma amiga totalmente diferente de mim, talvez mais perto de você
Estava iludido como nos ultimos dias em que pude te passar os olhos
Me sentiu por perto, desviou teus olhos mas pôde me ver porque acenei com ar de feliz
Você disse "oi" e sorriu desviando seus dentes e sua alma para o vento para que não coresse o risco de se encontrar com parte do meu riso nos seus sonhos
É estranho.
Deixei esquecido todas aquelas páginas escritas no meu velho caderno, todas com um pedaçinho do seu nome
Fiz isso não só por mim, fiz por você
Acreditas que está em paz, acreditas que a amizade que parecia tão sólida e eterna se dilui com crenças e fugas
De Deus, por Deus.
Quem somos nós senão os deuses terrestres do dia-a-dia ?
Deus...Jesus...fé...tudo igual e tornados diferentes só para dividir pessoas iguais e diferentes como nós dois.
E o bendito e famoso "amor ao próximo" ? Deixa para o próximo que esteja próximo realmente de você. Nesse mundo de ilusão em que quis adormecer não sei por quanto tempo. Te quero feliz sem te ver como aquele menino que abraçava o meu mundo com tanta amorosidade.
Sinto sua falta meu grande amigo.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um ponto final momentâneo

Já não tem seu nome na minha poesia
Nem o de ninguém por enquanto.

domingo, 9 de maio de 2010

Não tema

Não tema em demonstrar doçura a quem ache que deva demonstrar. Não tema em ser taxado de bobo entre pessoas que gostam de serem vistas e não sentidas. Não tema em ser mal entendido entre pessoas superficiais. Qualquer dia desses, essas pessoas lamentarão por não terem sido bobas, por não se permitirem provar o doce da ternura de possuir sentimentos nobres. Elas cansarão do mundinho frágil em que vivem e em um toque de sutileza, perceberão que a maior bobagem cometida é a bobagem de querer ser esperto apenas enganando a si mesmo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cala essa boca, deixe eu falar, ou melhor, deixe o silêncio gritar sozinho. Suas palavras soam como unhas passando sobre as paredes do meu quarto. Um ginge inacábavel. Deixe o silêncio pra lá, ele também tá me deixando surda. Estou andando tão a flor-da-pele que eu nem sei mais desejar por consciência própria. Cala você, cala a mim, se o silêncio permitir de nós a voz do coração que está amordaçada, com camisa de força... Tira essa camisa e joga a tua força pra mim. Cala, clara você.