sábado, 3 de julho de 2010

Uma noite, uma visita

Numa noite chuvosa um anjo veio me visitar. Tocava um profundo mantra para não me assustar. Anjo veio me ninar. Anjo era mistura de todas as pequenas características das quais me confortavam no meu pai e no meu irmão, na minha irmã e na minha mãe, na minha amiga e no meu amigo. Anjo era novo e sorria. Anjo não tava sozinho a observar. Havia outro, o do meio, que massageava meus pés cansados. E ainda existia o mais velho que tocou meu rosto com suas mãos e sem querer me fez despertar. Antes estava eu num estágio de sonho vivo, quando não sabia se o sonho sentido era realidade ou sonho sonhado. Como quem em sintonia perfeita, abri os olhos. O anjo deixou seu aroma que era doce e suave a exalar no meu quarto todo. Deixou também claro mesmo ainda sem o sol nascer. Ele não disse, mas eu ouvi, eu não o vi, mas o percebi. Mandou-me uma mensagem de conforto sem palavras. Deixou-me na realidade do dia e disse que está e estão comigo a me olhar em qualquer noite, em qualquer lugar. Que o meu descanso seja sempre observado pelos anjos que me conduzem todos os dias claros ou escuros. Vivo numa linha tênue entre o real e os sonhos vividos. Anjos me guiam e me visitam a noite. Dizem também: Um dia irá voar, você pode voar.

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