quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Se veja






Não, você não acha isso de mim
Lembra-se de quando você se viu só, eu fui lhe dá o que não tinha preço?
Fui lhe dar o que não te curou
Mas sempre soube que eu lhe dei algo bom

Lembra-se que a gente não tinha palavras pra descrever o que era esse algo bom?
Você sem querer me conheceu
Você não sabe falar de mim, mas sabe quem eu sou
Sabe porque eu te dei um pouco de mim, naqueles dias que pareciam nublados
E seus amigos pareciam não te entender

É, eu estava bem ali
Guardei sua carta, guardei seu sorriso

Será que você guardou algo e agora quer jogar fora?
Não te culpo por não saber falar
Muito menos me culpo

Não mais te vejo, mas também não te desejo mal algum
Espero que alguém possa sempre te ver e não só te olhar
Você tem que perceber que olhar e ser olhado
Nunca será o suficiente pra ninguém

Veja o que você faz, veja quem você tem
Se veja

4 comentários:

  1. Não tenho palavras para descrever como isso me toca. Palavras suaves e subentendidas. Muito bom rosinha, continuo admirando isso em você! Um beijo

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