quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sejamos globalocríticos

Será que somos livres ou totalmente acorrentados com medidas de aprisionamento que muitas vezes não enxergamos com uma visão crítica? Ao andar nas ruas das cidades, que são públicas, estamos cercados de autdoors feitos de propagandas de empresas privadas com uma porção de coisas para serem CONSUMIDAS e o pior é que nós consumimos muitas vezes sem nem ao menos saber o por que.
Nessas mesmas ruas também somos cercados de câmeras, ou seja, mais uma forma de controle dessa vez tecnológico. Para lutar contra a lógica dominante dos sistemas, existe o exercício da DEMOCRACIA. Porém, essa democracia está ameaçada pelo individualismo extremo, que abandona a vida social aos aparelhos de gestão e aos mecanismos de mercado; e a desagregação das sociedades política e civil. Com todo esse mecanismo, esse sistema (capitalista), estamos perdendo a ilustração da perda de nitidez das fronteiras entre o público e o privado. Estamos virando patrimonialistas, ou seja, estamos utilizando recursos públicos com um caráter particular.
Até a cidadania está sendo privatizada, construindo a metáfora de soberania popular triunfando sobre Estados coercitivos para assegurar a liberdade individual.
Um bom exemplo de achar que a questão da liberdade foi resolvida por exclusão das alternativas foi a Queda do muro de Berlim. Houve pessoas que realmente acreditaram na ilusão da liberdade por conta desse fato.
Com a imensa globalização que vivemos na atualidade, estamos perdendo uma identidade coletiva e transformando em mercadoria a cultura que está se confundindo com a PUBLICIDADE. A globalização cria uma nova estrutura de castas, pois divide a sociedade em um lado dos incluídos e no outro os excluídos de todos os tipos, por isso devemos ser GLOBALOCRÍTICOS o tempo todo e não nos deixar levar por armadilhas da pós-modernidade.

Oaiana Marques.

4 comentários:

  1. Na verdade, eu fiz essa postagem uma hora da manhã do dia cinco. *:

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  2. oh amiga, nunca fomos livres, nem nunca seremos, só quando morrermos ( e olhe lá...), mas ser livre não é fácil não, exige muita responsabilidade. Pra mim o Brasil sequer está pronto pra a liberdade...

    Sales.

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  3. essa menina vai mudar o mundo!!!
    ;)
    sempre com pensamentos e questionamentos interessantes...com suas verdades que colocam para refletir,,,não se tornado apenas suas....e sempre usando e abusando da sua liberdade de expressão.
    você SIM, se faz livre nas palavras
    + uma vez parabéns..ótimo texto

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  4. A liberdade, assim como a realidade, depende do ponto de vista. Somos livres, mas influenciaveis. A nossa sociedade consumista é uma sociedade angustiada e insatisfeita. O consumo, desde que consciente, é importante enquanto gerador de empregos, enquanto forma de desenvolvimento social, tecnologico e, consequentemente, humano - no sentido de civilização.
    São Paulo teve uma importante iniciativa quando retirou das ruas os milhares de outdoors e enormes placas das lojas que muitas vezes invadiam as calçadas. Hoje temos uma cidade que consegue enxergar a si mesma. Tanto a sua beleza quanto os seus problemas.

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